Até que enfim um tempo para passar aqui e deixar mais claro ainda que o tempo continuar não sendo nada. E que um pouco tempo pode estragar tudo e um outro pouco pode consertar. E para aqueles que a julgam por acharem que o tempo é pouco, uma dica: percam mais tempo cuidando de seu próprio tempo, que passa bem mais rápido do que se imagina.
Porque em tão pouco tempo, mais uma vez, ela é tomada de assombro por essa enxurrada de novas, todas boas. E mais uma vez ela pode saber que o tempo perdido no erro é mais do que compensado no acerto. E que o tempo do erro não é só perdido, já que é todo revertido na certeza do acerto. E se ela estiver errando de novo será um novo erro. E para tal ela se desarma, como se desarmou todas as vezes, conscientemente ou não.
E ela aprende, humildemente, que não há acerto maior do que mudar de idéia, deixar paradigmas jogados pelo caminho que sempre teimou em escolher. Porque a mais forte das certezas que sempre carregou foi aquela que a permite mudar de idéia. E só é possível lamentar por aqueles que não têm a coragem de encarar o novo.
Ela também já sabe que a sanidade, ainda que breve, recente, essa paz, compensa de longe qualquer tempo de mágoa e loucura. O medo é defesa, mas azar daqueles que o têm na medida que paralisa.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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